Renegociar dívidas

Como renegociar dívidas

Renegociar dívidas é sempre um tema difícil de se tratar. Primeiramente, porque ninguém gosta de ficar no vermelho. E chegar ao ponto de ter que escolher o que pagar pode ser bastante frustrante.

Segundo, porque, na maioria das vezes, não sentimos segurança nas informações disponíveis sobre este tema. Sempre parece que as instituições financeiras estão te contando histórias diferentes para tentar lucrar mais.

Preciso renegociar minha dívida, como fazer?

O atual cenário econômico brasileiro tem sido, infelizmente, extremamente favorável para o endividamento. A diminuição do crédito na praça, aumento da taxa de juros, diminuição do poder de compra do dinheiro são fatores que têm contribuído para o aumento da inadimplência.

Nessa conjuntura, as possibilidades de crédito ficam mais escassas e as soluções mais difíceis. Então, como proceder?

Vale ou não a pena renegociar minha dívida?

Sempre vale a pena tentar renegociar dívidas. A renegociação nada mais é do que uma tentativa de encontrar melhores condições (taxa de juros e prazo) de pagamento. Então, a conversa sempre é bem-vinda.

No entanto, é importante fazer todos os cálculos antes de fechar qualquer contrato. Nem sempre a renegociação irá reduzir, de fato, sua dívida.

Em muitos casos, o que acontece é que você ganha um prazo maior para pagamento com parcelas menores. Mas, como você já deve imaginar, as taxas de juros que irão incidir no período, provavelmente, farão com que o valor total pago seja muito maior.

Outro ponto importante a se considerar antes de fechar um contrato de renegociação, é assegurar sua capacidade de pagamento. De nada vai adiantar todo o desgaste em busca de uma condição melhor se você não vai conseguir honrá-la.

Afinal de contas, quais as opções para renegociação de dívidas?

Em todos os casos que veremos abaixo, tenha em mão o Custo Efetivo Total (CET) da sua dívida e das simulações que fizer para melhor avaliar. O CET pode ser solicitado à instituição financeira.

Conheça as calculadoras financeiras exclusivas do blog Fim das Dívidas e faça a sua simulação.

Tente renegociar dívidas com sua própria instituição financeira

Uma das opções é tentar a renegociação com a instituição com que você está em débito. Contate o responsável por sua conta, assuma sua realidade financeira e relate que está em busca de melhores condições de pagamento.

Analise a proposta apresentada pelo banco, verifique se está dentro do seu orçamento e, principalmente, faça as contas. Veja se essa é uma negociação que vale a pena.

Portabilidade de crédito

A portabilidade de crédito é a transferência de suas dívidas para outra instituição financeira que possua melhores condições de pagamento. As instituições financeiras possuem taxas de juros diferentes, então pesquise e, caso encontre uma entidade com propostas mais interessantes, busque a portabilidade de crédito na hora de renegociar dívidas.

Em posse do CET e tendo encontrado um banco com soluções mais vantajosas, faça uma simulação para portabilidade do crédito. Compare as propostas das instituições pretendidas e da detentora da sua dívida.

Caso opte pela portabilidade, a instituição escolhida pode ou não aprovar a transferência. Caso aprove, o débito com o banco anterior será quitado pelo novo.

Trocar dívidas caras por mais baratas

Se você tem algumas dívidas caras (com alta taxa de juros), comece a pensar sobre essa possibilidade. Por exemplo, dívidas de cartão de crédito e cheque especial possuem as maiores taxas de juros praticadas no mercado; trocá-las por dívidas que possuam uma taxa de juros menor pode significar uma economia considerável no custo final.

Basicamente, aqui o objetivo é diminuir a taxa de juros de seus débitos e centralizá-los. Além disso, caso seu nome esteja negativado, adquirir um empréstimo e quitar os débitos que já estão em atraso pode ser bastante vantajoso no momento de renegociar dívidas.

Nesse sentido, uma das melhores opções é o crédito consignado. Esta é uma modalidade de crédito oferecidas à aposentados e pensionistas do INSS, trabalhadores do setor público e da iniciativa privada (cujos empregadores possuam convênio com o banco).

Como os descontos das parcelas são feitos diretamente em folha de pagamento, o risco de inadimplência é muito pequeno, o que reduz consideravelmente os juros.

Para você ter uma ideia, a taxa de juros do crédito consignado privado, segundo dados do BACEN, varia de 1,78% a.m. a 6,74% a.m. Enquanto que a do cartão de crédito rotativo varia de 2,39% a.m. a 23,36% a.m. A diferença é muito grande! Veja que esses percentuais são AO MÊS!

Há alguma outra alternativa?

Outra opção, agora para quem tem dívidas de financiamento, é fazer o refinanciamento. Nessa modalidade, você adquire crédito para quitar a sua dívida, oferecendo um bem (geralmente veículo) como garantia, fazendo com que o refinanciamento possua taxas de juros menores do que outras modalidades mais comuns.

Está pronto para tomar a melhor decisão? Lembre-se que, independente da escolha, tudo isso requer consciência financeira e planejamento.

Ainda tem alguma dúvida? Deixe um comentário abaixo que eu vou lhe ajudar com o melhor caminho para sair das dívidas.