Cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal

Cartão de Crédito, Cheque Especial e Empréstimo Pessoal: você sabe a diferença?

A maioria das pessoas já chegou no final do mês com a conta das despesas maior que a das receitas. E o que fazer nessa hora? Qual a melhor (e mais barata) opção para se obter crédito?

Quando a situação aperta, nós, seres humanos, tendemos a agir de forma mais impulsiva e emocional. Nessa hora, tende-se a sair aceitando todo o dinheiro que lhe ofertam sem nem fazer as contas direito.

Ainda que a situação não lhe seja favorável, busque ser o mais racional possível. Faça contas, pesquise e depois escolha a melhor opção. Só dessa forma, você conseguirá administrar suas dívidas e sair mais rápido do vermelho.

Mas então, qual o melhor crédito?

De forma geral, os grandes vilões na hora de obter crédito são o cheque especial e o cartão de crédito. O empréstimo pessoal tende a ser uma alternativa mais sábia. Entenda o porquê.

1. Cheque Especial

Essa é uma modalidade pré-aprovada que a instituição financeira deixa disponível na sua conta.

A grande vantagem do cheque especial é que não há burocracia para obtê-lo. No entanto, também por isso, a sua taxa de juros acaba sendo maior.

Prazo: O cheque especial é característico de situações emergenciais, em que há uma necessidade de obter dinheiro mais rápido.

Parcelas: O montante adquirido do cheque especial tem vencimento imediato. A partir do dia seguinte, já começa a contagem dos juros, que não cessa até você liquidar a dívida junto ao banco.

Por isso, caso opte por essa modalidade, certifique-se da sua capacidade de pagamento e a previsão orçamentária, para saber quando terá disponível o montante para quitar o compromisso.

Juros: Segundo dados do Banco Central (BACEN) de agosto/2016, a taxa de juros pode variar de 4% a 16% ao mês.

2. Cartão de Crédito

O cartão de crédito é um velho conhecido dos brasileiros. Seu uso popularizou-se nos últimos anos, deixando mais claras as consequências da má utilização.

Em linhas gerais, com o cartão de crédito, você pode fazer compras e tem até 40 dias para pagar. Se você paga integralmente o valor da sua fatura, então está tudo bem, você fez um bom uso do crédito.

Mas, não é sempre que isso acontece. Em uma situação emergencial, provavelmente, você irá achar mais cômodo pagar apenas a fatura mínima (ou um valor inferior ao total da fatura).
E é nesse ponto que o cartão de crédito passa a ser uma opção desvantajosa.

Parcelas: O cartão de crédito pode ser usado tanto no curto quanto no longo prazo. É possível, por exemplo, pagar a fatura mínima do cartão e no próximo mês pagar o valor integral. Ou ainda, se seu endividamento não for pontual, é possível dividir a fatura em parcelas menores com um prazo maior.

As compras também podem ser parceladas na modalidade que chamamos de “parcelamento loja”. Nesta situação não há cobrança de juros para o consumidor. Mas isso pode, ou não, comprometer seu orçamento, dependendo do seu planejamento, pois o acúmulo de pequenas parcelas mensais pode lhe meter numa grande enrascada.

Juros: Segundo dados do BACEN (agosto/2016), a taxa de juros pode chegar a até 23,27% ao mês no crédito rotativo e a 13,97% ao mês no crédito parcelado.

O crédito rotativo é justamente aquele tentador pagamento mínimo da fatura. Ao ano, a taxa de juros pode chegar a 1.000%, a mediana fica em 500 % a.a.

Se você abusou do cartão e agora está meio perdido, confira as nossas 5 dicas para liquidar o cartão de crédito.

3. Empréstimo Pessoal

Vale lembrar que o mais importante sempre é ter um orçamento enxuto e controlar suas despesas. No entanto, caso realmente se faça necessária a aquisição de um crédito extra, o empréstimo pessoal geralmente é a melhor opção.

Há algumas modalidades disponíveis, tais como o crédito direto ao consumidor e o crédito consignado, onde as parcelas são debitadas diretamente no seu contracheque. Porém, como a taxa de inadimplência é praticamente nula, os juros são bem mais baixos.

Prazo: Contratando um empréstimo pessoal você pode optar por um número maior de parcelas. É ideal para quando a situação que você está enfrentando não é tão pontual assim.

Por exemplo: se seus custos fixos mensais aumentam por um período, não adianta obter um crédito para pagamento integral no próximo mês, porque o orçamento do mês seguinte já estará comprometido e resultará apenas em um acúmulo maior de juros.

Parcelas: Pela possibilidade de se estender por um período maior, no empréstimo pessoal, você pode conseguir negociar parcelas de valores menores.

Juros: Em relação ao cheque especial e ao cartão de crédito, essa é uma das maiores vantagens do empréstimo pessoal. A taxa de juros pode variar de 1,25 a 6% ao mês, dependendo da instituição financeira.

Além disso, ao contratar esse crédito, você já consegue ter uma ideia clara do valor total a ser pago e das taxas empregadas.

Não deixe, de forma alguma, de avaliar qual a melhor opção de acordo com a conjuntura que você está vivendo. Informe-se sobre as taxas praticadas nas instituições financeiras de sua preferência e lembre-se sempre de ser racional ainda que a situação seja emocionalmente complicada.

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