Pagar as dívidas

Bola de Neve Reversa para pagar as dívidas

Pagar as dívidas está entre as prioridades de grande parte dos brasileiros. Porém, com a crise que estamos atravessando, nem sempre esta prioridade é uma tarefa fácil.

Há diversas maneiras de pagar as dívidas, no entanto, muitas pessoas acabam se desesperando. Devido ao fato de estarem devendo em vários lugares, ficam perdidos sem saber por onde começar.

Antes de tudo é importante lembrar que, para decretar o Fim das Dívidas, é necessário uma mudança de comportamento em relação ao dinheiro. Principalmente em relação ao consumo, que pode virar o grande vilão da economia pessoal. Veja também o artigo sobre Consumo Consciente.

A bola de neve

A bola de neve é um conceito de finanças que surgiu como referência à bola de neve que, ao começar a descer a montanha, é pequena, mas vai ganhando forma e aumentando de tamanho, quanto mais próximo da base.

É comum vermos pessoas se endividando cada vez mais, por falta de uma estratégia para pagar as dívidas, entrando nessa bola de neve (veja nosso artigo sobre bola de neve das dívidas).

E a solução?

Apresentamos uma solução interessante, usando o conceito de bola de neve reversa que, ao invés de aumentar as dívidas exponencialmente, as diminui também exponencialmente.

Este processo possibilita pagar as dívidas em menor tempo e, ao longo do processo, motivando ainda mais o endividado.

Como funciona a bola de neve reversa?

O conceito é bem simples e pode ser aplicado com seguintes passos:

  1. Liste cada uma de suas dívidas.
  2. Ordene todas elas pelo valor – da menor para a maior.
  3. Renegocie todas com os credores, deixando o prazo suficientemente longo para que a soma de todas as parcelas mensais não ultrapassem 25 a 30% do seu rendimento líquido.
  4. Comece a pagar todas as parcelas, contudo, na mais barata, você acrescenta um valor extra, para liquidá-la mais rapidamente. Vale qualquer valor (R$ 10 já são suficientes e você vai entender o porquê).
  5. Ao terminar esta dívida de parcela menor, some o valor dela mais o valor extra que você pagava ao valor da próxima parcela de menor valor.
  6. Repita o processo para cada dívida liquidada e, no final, você terá quitado tudo em menos tempo, sem fazer novas dívidas e se educando ainda mais financeiramente.

Ficou muito complicado?

Então, vou te dar um exemplo mais prático. Suponhamos que você tenha 4 dívidas:

  1. R$ 800,00 – Instituição A
  2. R$ 1.250,00 – Instituição B
  3. R$ 2.800,00 – Instituição C
  4. R$ 4.300,00 – Instituição D

Agora vamos supor que você ganhe R$ 2.500,00 líquidos. É recomendável que você comprometa, no máximo, 30% desse valor com o pagamento das parcelas, portanto R$ 750,00.

Vamos supor também que, após renegociar as dívidas acima com as respectivas instituições, todas tenham 18 parcelas e fiquem da seguinte forma (valores hipotéticos para fins de ilustração):

  1. R$ 49,00
  2. R$ 77,00
  3. R$ 172,00
  4. R$ 265,00

Isso totaliza R$ 563,00 mensais em parcelas para pagamento das dívidas. Suponhamos ainda que você decida pagar um valor extra de R$ 65,00. Isto totaliza R$ 628,00, correspondendo a 25% do seu rendimento líquido – portanto, dentro do limite de R$ 750,00.

Na dívida com a instituição A, você pagará a parcela (R$ 49,00) + o valor extra (R$ 65,00), totalizando R$ 114,00 mensais para quitar a dívida inicial de R$ 800,00, o que poderá acontecer em cerca de 8 meses.

Ao terminar a dívida com a instituição A, você transfere o valor da parcela e o valor extra, somando à parcela na instituição B, o que aumentará o valor mensal desta dívida para R$ 191,00 (inicialmente eram R$ 77,00).

Desta forma, a dívida remanescente nesta instituição será paga em cerca de 4 meses.

Repetindo o processo para as dívidas restantes, o total será quitado em aproximadamente 14 meses, em vez dos 18 meses iniciais, gerando economia de juros e, principalmente, estimulando ainda mais a mudança de comportamento. Você poderá sair das dívidas muito mais rápido!

Mas, Silvio, e os juros?

Muitos podem questionar se não é recomendável pagar as dívidas de juros maiores. Eu respondo que sim, é realmente muito melhor.

No entanto, há muitas pessoas que não se sentem compelidas a quitarem tais dívidas, pois não têm o hábito de olhar cada passo do processo, enxergando o grupo inteiro dos monstros que têm para derrotar.

Isto desestimula o pagamento de qualquer uma delas. Além de não resolver o problema, fica cada vez mais difícil sair das dívidas.

Estímulo a continuar

Fazendo o pagamento através deste método, a cada dívida finalizada, o endividado se sente mais estimulado a pagar a próxima. Isto gera mais bem estar e impede a interrupção do processo antes do término.

Além disso, pelo simples fato de pagar uma parcela antecipadamente, você tem direito ao desconto dos juros do período. Ou seja, entre o dia do pagamento e o dia do vencimento, você será abonado de pagar juros. Portanto, estará economizando de qualquer forma.

E aí, topa uma atitude diferente para pagar tudo e sair as dívidas? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe a sua estratégia para eliminar as dívidas de uma vez por todas.